J-AGRO é um grupo de ex-estagiários do programa do Ministério da Agricultura do Japão para agricultores nikkeis do Brasil, Argentina, Paraguai, Bolivia e Peru que recentemente se incorporou ao programa.
Este site visa compartilhar e divulgar conhecimentos adquiridos durante treinamentos no Japão para trocar ideias entre agricultores nikkeis da América do Sul e o Japão.
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Experiência e o aprendizagem adquirida no Japão

 Elisangela Trzeciak/ COOPATRANS/ CURSO TECNICO - EUIPAMIENTO AGRÍCOLA (10/2019)

Em 2019 a Sra. Elisangela Trzeciak, da   COOPATRANS – Cooperativa Agroindustrial da Transamazônica, foi uma das selecionadas para participar do Curso de Agronegócios- Equipamentos Agrícolas, oferecido pelo Ministério da Agricultura e Pesco do Japão em parceria com a CKC. Hoje, ela nos conta um pouco da sua experiência ao participar do treinamento, e de como a sua participação ampliou e agregou conhecimentos para ser implementados em sua organização. 

(1) Aprendizagem do curso

Para a Sra. Elisangela ter sido uma das selecionadas para participar do programa de intercâmbio no Japão em 2019, foi um privilégio muito grande, uma que a mesma saiu de uma região na Amazônia, com características geográficas, sociais e culturais muito distintas, e sobretudo por ter pouco contato com a cultura oriental, uma vez que colônia japonesa na Transamazônica é muito pequena. 

A mesma teve a oportunidade de conhecer muitas experiências, no processamento e apresentação de produtos como mecanismos de agregação de valor, além de visitas as feiras e mercados de comercialização direta, onde teve a oportunidade de presenciar mecanismos de agregação de valor, tais como: importância das embalagens, apresentação dos produtos, processamento. 

Das coisas que mais impressionou, segundo o relato, foi a enorme capacidade de produção em espaços tão pequenos, e o alto uso de tecnologia na agricultura de precisão, para a produção de alimentos, esse fato se contrapõe muito aos sistemas agrícolas praticados na Amazônia. 

(2) Aplicação do aprendizado

Como aplicação para o conhecimento, Elisangela nos conta sobre a experiencia de conhecer o sistema cooperativista, com sua impressionante organização, e o fomento a participação dos jovens nas atividades da cooperativa. Os questionamentos acerca da sucessão familiar, e as alternativas implementadas na Cooperativa XXXX, visitada, despertou muita curiosidade e reflexão. “Percebi que, assim como em outros lugares do mundo, o envelhecimento da população rural, e a sucessão familiar irá acontecer, e diferente do que eu vi no Japão, em minha região, isso não está sendo trabalhado de nenhuma forma, então para me aprofundar no assunto, me candidatei a um Programa de Mestrado, e em minha pesquisa irei trabalhar com o tema, agradeço ao Treinamento que me abriu os olhos pra tantas possibilidades e pra importância de se envolver cada vez mais os jovens nas atividades das instituições”





O papel das mulheres na revitalização das áreas rurais e meus aprendizados

Miriam Iida/ADESC-Vargem Grande Paulista/Treinamento voltado ao grupo de mulheres (12/2019)

(1) Aprendizagem do curso

No segundo semestre de 2019 participei do Treinamento do Grupo de Mulheres, junto com mais sete mulheres de diferentes países (Paraguai, Argentina e Bolívia) e de diferentes regiões do Brasil. Foi um momento de muito aprendizado, novas amizades e muita troca de experiências.

Em um período de quase quatro semanas visitamos várias regiões do Japão (Tokyo, Saitama, Kochi, Ehime, Nagano), conhecendo as atividades realizadas por grandes mulheres que com o seu trabalho, buscam revitalizar suas regiões.

Muitas cidades pequenas do interior do Japão têm sofrido muito com o êxodo rural, o termo se refere a migração por seus habitantes em busca de melhores condições de vida. Nas regiões que visitamos, o processo ocorre principalmente quando a população mais jovem acaba saindo para estudar em cidades maiores e não retorna. E a região acaba dependendo de seus moradores com idade mais avançada. Esse processo faz com que a população mais velha se mobilize para realizar atividades para manter a região em crescente desenvolvimento.  É nesse cenário que as mulheres entenderam que podem desempenhar um papel importante e de liderança e encontraram forças para desenvolver atividades que estão mudando a economia e a atividade social da região.

Apesar de terem vivenciado experiências diferentes, elas tem em comum algumas paixões:

-A Valorização da região onde moram, dando importância a matéria prima que a sua região produz;
-A Criação de produtos que valorizam a sazonalidade de suas matérias primas;
-O Aproveitamento de cada parte de seus produtos, onde as partes não vendáveis são transformadas em alimentos processados artesanalmente;
-A Promoção e a conscientização de outras mulheres agricultoras, incentivando o trabalho e autonomia dessas mulheres mais jovens, seja na produção do alimento ou no seu processamento;
-A Organização das atividades sociais para valorizar a amizade entre os moradores da região;
-A Divulgação do seu trabalho para envolver as pessoas que moram no entorno, buscando permitir novas fontes de renda para seus vizinhos;
-A Busca cada vez mais envolver pessoas mais jovens para dar continuidade a esse trabalho levando estímulo e motivação de viver com mais alegria.

Através das conversas e palestras sobre as histórias dessas mulheres empreendedoras, entendi como o trabalho em grupo pode ser uma motivação, um incentivo para se viver ainda mais feliz. Conheci não só exemplos de negócios, mas sim de vida, da vida em comunidade onde as pessoas encontram no trabalho, um caminho para viver uma vida melhor e mais completa.

Nós mulheres nascemos e crescemos inconscientemente tendo como missão cuidar da família, sermos em primeiro lugar cuidadoras, mas, aos poucos temos conquistado nosso espaço e aprendido que também podemos ser provedoras.

Em tão pouco tempo, conhecemos tantos lugares e tantas pessoas, cada qual com sua história e ensinamentos. Isso me fez sentir e entender a dimensão da importância do grupos liderados por mulheres no processo de revitalização das regiões no Japão.
E uma dessas grandes mulheres é a Sra. Yuka Manabe, da província de Kochi, região de origem da minha Mãe e de meus avós paternos. 

O arroz é um produto muito importante nessa região.

Logo que a conheci, pude sentir a sua incrível energia e valorizar a sua receptividade única. A Sra. Manabe é especialista em transformar a farinha de arroz em deliciosos pratos doces e salgados e está sempre aprimorando e criando novas receitas. Com ela passamos o dia, com a mão na massa, produzindo.

Com o seu incrível talento culinário, ela participa de eventos, feiras e encontros de mulheres onde compartilha seus conhecimentos. Ela também vende seus produtos em um ponto de venda direta, ministra aulas de culinária em escolas com o objetivo de passar suas receitas para que outras pessoas se apaixonem pela atividade e consigam gerar novas fontes de renda, divulgando o quanto conhece sobre a farinha do arroz.

A matéria prima dessa região chamou a minha atenção pois hoje em dia as pessoas tem se preocupado muito com alimentação saudável, e procurado principalmente produtos sem glúten, que é uma linha que sempre desejei acrescentar na minha produção.

Eu trabalho com confeitaria, e as aulas da Sra. Manabe me inspiraram a desenvolver a linha sem glúten da minha produção. Então pensei em introduzir esse novo ingrediente para criar variações dos meus doces, que são principalmente bolos, biscoitos, brownie e pão de mel. Além de desenvolver novos produtos com base nesse ingrediente que é a farinha de arroz.

Uma das receitas que me deixou ainda mais apaixonada  pelo trabalho dela foi o biscoito que Sra. Yuka Manabe  batizou de Shiawase Poron, o “biscoito da felicidade”. Um biscoito que ao colocar na boca, derrete. Ao nos oferecer o biscoito, a Sra. Manabe disse: “Provem o biscoito! Mas antes de colocar na boca, pensem em coisas boas e felizes!”.

Esse biscoito é feito a base de farinha de arroz e farinha de amêndoas, muito simples de preparar, e que me lembra muito aquele momento mágico, que foi o dia que passamos em Kochi.

(2) Aplicação do aprendizado

E de volta ao Brasil, logo decidi reproduzir a receita. Preparei duas receitas ao mesmo tempo, uma com a farinha de arroz produzida em Kochi (que ganhamos de presente) e outra com a farinha de arroz brasileira. Notei que talvez existe uma pequena diferença, com farinha daqui o biscoito fica  um pouco mais seco, mas apesar da variação fica igualmente gostoso.
Produzi vários lotes e presenteei amigos e familiares no Natal, e isso foi o start para ter o feedback e entender o quanto esse produto seria aceito aqui entre nós.
E o resultado foi: aprovado!

Após estudar sobre o ingrediente, aprendi que para preparar um bolo, um biscoito ou qualquer outra receita, não podemos pegar apenas substituir um ingrediente pelo outro, como por exemplo, a farinha de trigo pela farinha de arroz, simplesmente porque a farinha de arroz não tem glúten. Toda receita precisa ser testada pensando na função de cada ingrediente.

E estou a cada dia aprendendo mais sobre esse ingrediente maravilhoso que decidi acrescentar na minha lista de ingredientes chave.

Curso de culinária mionistrada pela Sra Manabe
Sra Manabe, emanando muita paixão e alegria ao ensinar

Miriam testando a receita do biscoito com a farinha de arroz

foto à esquerda: farinha de arroz japonesa
foto à direita: farinha de arroz brasileira



"Biscoito da felicidade"
Produto final feito e embalado por Miriam Iida
       

EMBRAPA TESTA EMBALAGENS JAPONESAS NO VALE DO SÃO FRANCISCO

Andre Toshio Mimura/ ACENIBRA e Mimura Frutas/ Curso: Equipamentos Agrícolas (10/2019)

(1) Aprendizagem do curso

Com uma modernização de nível altíssimo, o Japão nos mostrou, dentre outros temas, como podemos aprimorar os processos de todas as cadeias produtivas do agronegócio. Melhoramento da produtividade no campo, otimização no processamento dos produtos, sistema de distribuição eficiente e tecnologia que permite um melhor Shelf Life, são alguns exemplos de aprendizados que tivemos com a tecnologia japonesa, aliada a toda sua cultura e necessidades do Agronegócio nipônico. 

Os produtos que permitem prolongar a vida útil das frutas pós-colheita foram os que mais me chamaram atenção durante o curso. As embalagens como as da Freshmama, Me-Fresh e Apinonn, possuem uma tecnologia em que o Gás Etileno (C2H4) liberado das frutas, em contato com Oxigênio (O2), transforme-se em Água (H2O) e Gás Carbônico (CO2). Como o Etileno é o responsável pelo amadurecimento das frutas, com a decomposição deste composto químico conseguimos um melhor Shelf Life, ou seja, um maior período para o consumo do alimento. 

Outra técnica de conservação de alimentos que observamos no Japão, é a de Atmosfera Modificada (MAP – Modified Atmosphere). Visitamos a empresa SUMITOMO BAKELITE que nos apresentou a sua embalagem “P-Plus”, além do funcionamento desta tecnologia e exemplos reais de sua aplicação. Conseguimos ver sua eficiência na prática em algumas frutas e legumes que nos foram apresentados em sua sala de testes.

A ampliação do Shelf Life destes alimentos possui muitas consequências positivas, e não apenas para o cliente final (poderá ter um produto fresco por mais tempo), mas também para todos que participam da cadeia de produção, inclusive o produtor (poderá armazenar seu cultivo por um maior período no pós colheita). Outra vantagem importante é no transporte, pois como a validade da fruta se torna maior, ela poderá ir para lugares mais longes ou, em outra situação, até mesmo fazer com que o transportador mude o modal de transporte para baratear o custo. Por fim, um conceito muito valioso que nos foi apresentado é o de reduzir desperdícios (Mottaianai). Esta expressão, Mottainai, é utilizada para manifestar uma filosofia usual no Japão, que lamenta o desperdício de algo. Este termo foi apresentado diversas vezes pela Freshmama como um conceito que seus produtos buscam atingir.






(2) Aplicação do aprendizado

O Vale do São Francisco, maior polo de fruticultura do Brasil, está testando embalagens Japonesas em frutas. A pesquisa está sendo realizada pela EMBRAPA do Vale do São Francisco que testará a variedade de manga PALMER (cedida pela Empresa Muranaka). 

As embalagens Japonesas que estão sendo utilizadas são amostras da FRESHMAMA e da ME-FRESH, das quais tive a oportunidade de trazer do Japão pelo Curso de Agronegócios oferecido pela CKC (Chuo Kaihatsu Corporation). A tecnologia utilizada nestas embalagens, como foi explicado anteriormente, permitirá que haja um retardo no amadurecimento da manga após a colheita do fruto.

O teste das embalagens, que não foi realizado antes devido a pandemia, começou dia 15/06/2020 e irá encerrar no dia 15/08/2020. Também serão testadas embalagens brasileiras com a tecnologia de Atmosfera Modificada (MAP).

O pesquisador da EMBRAPA, Sergio Tonetto de Freitas, responsável por disponibilizar as informações do teste, comenta que a necessidade de prolongar a vida da manga no pós-colheita foi o que deu origem a ideia deste projeto, e em caso de resultados positivos, estas embalagens podem auxiliar na exportação dos frutos para mercados mais distantes. O pesquisador também explica que existe o interesse em testar a variedade de manga TOMMY ATKINS.

Kusakizome (técnica natural de tingimento de tecidos)

Sônia Yoko Toyoda/ADESC-Pilar do Sul/Treinamento voltado ao grupo de mulheres (01/2019)

(1) Aprendizagem do curso
 
No período de 22 dias que estivemos estagiando no Japão, tivemos a oportunidade de visitar várias localidades em que as mulheres são influentes e mostram força para a Ativação das Comunidades ligadas a áreas rurais.

Dentre várias experiências marcantes vou me ater sobre “Kusakizome”, na província de Saitama o Green Farmer administrada pela Sra. Satomi Hagiwara. O Kusakizome é uma técnica milenar de tingimento natural que utiliza os pigmentos naturais extraídos da própria natureza tais como folhas, galhos, flores, frutas, sementes etc. A nossa experiência foi utilizando galhos de Ume (uma espécie de ameixa japonesa utilizada para se fazer conserva) para tingir um encharpe de seda. O resultado desta experiência foi espetacular e maravilhosa que resultou numa coloração amarelo queimado. Segundo a Sra. Hagiwara, se utilizarmos galhos de Ume cerca de 10 dias antes da florada, a pigmentação atingirá uma coloração mais rosada.

(2) Aplicação do aprendizado

Regressando ao Brasil, esta oportunidade nos despertou o interesse em experimentar com produtos que temos ao redor da casa e na região. Com a companheira do estágio experimentamos vários produtos localmente encontrados como, folhas e galhos de caqui, jaboticaba, ameixa, uva violeta, açafrão da terra e entre outras. (vide fotos anexo). É uma verdadeira magia, cada tecido ou linhas resultam em cores e peças únicas o que valoriza o trabalho. Além de proporcionar uma expectativa nas pessoas, ver o resultado final tem nos proporcionado um prazer e satisfação, um mix de emoções. É uma atividade prazerosa que funciona como uma terapia realmente! Acessível a qualquer pessoa que tenha interesse em fazer, na sua cozinha, utilizando os produtos do seu quintal ou da região, que poderá agregar valor em suas roupas e dar um up de inovação, além de proporcionar uma alternativa de renda para as mulheres agricultoras.

Coincidentemente a este assunto, li um artigo na revista glamour. globo.com que o ano de 2020 as cores da moda serão pigmentos da natureza. Focando o resgate da técnica ancestral que nos aproxima do meio ambiente e pode ser uma das alternativas para um futuro menos poluentes na indústria têxtil. Uma alternativa de vida mais sustentável e que valoriza a arte das mulheres das comunidades que aproveita a matéria prima local gerada pela própria atividade agrícola e fornecida pela natureza. Sinto me agradecida.

Compartilho aqui a receita de Kusakizome com folhas e galhos de caqui:

Ingredientes:

- 1 pano de prato de algodão mais ou menos 70g
- solução de pigmento: 300 a 350g de folhas e galhos de caqui, 3 litros de água.
- mordente: é a solução de fixação do pigmento 1 colher de sopa de Pedra Hume, 3 litros de água quente em torno de 60 graus.

Utensílios:

- 2 panelas de preferência esmaltada ou 2 vasilhas grande de inox
- 1 peneira
- pano para coar
- 1 par de hashi ou pegador

Cuidados importantes

1-     O tecido antes do tingimento deve estar úmido e lavado se estiver engomado, torcer levemente. São fatores que vão influenciar na fixação.
2-     Pesar os ingredientes 

Preparo da solução:

1-     Na panela colocar as folhas e galhos de caqui e a água o suficiente para imergir e ligar o fogo;
2-     Assim que ferver abaixe o fogo para o médio e cozinhar por 20 min;
3-     Coar enquanto quente com o pano sobre o coador;
4-     A solução de tingimento marrom está pronta para ser usado;
5-     Introduzir suavemente o tecido úmido na panela com a solução de tingimento e ligar o fogo novamente até atingir a fervura e depois abaixe o fogo e cozinhar por mais 15 a 20 minutos e desligar;
6-     Preparar a solução de mordente diluindo 1 colher de sopa de pedra hume em 3 litros de água quente em torno de 60 graus e imergir o tecido suavemente por 20 minutos. Tomar o cuidado para que o tecido não fique boiando;
7-     Passar novamente o tecido na solução de tingimento, ligar o fogo até ferver. Desligue e deixe esfriar na solução.
8-     Retire o tecido da solução e lave na água corrente até não sair mais a cor na água. Torcer, esticar bem o tecido e secar na sombra;
9-     A coloração após secagem ficará mais claro, portanto, deve se repetir a operação 5 e 6 até obter a cor desejada.

2019年1月11日から2月3日の間CKCの女性グループの研修に参加させて頂きいろいろな体験をしました。その中で草木染をテーマとして述べます。

皆さん、草木染とは御存じでしょうか?

昔からの伝統的な布や糸、木材などを草、木、花、木の実などから採った色素を利用して染める技術です。
この体験は埼玉県のファームインさぎやまでグリンツリズムを行っている萩原さとみさん宅での体験です。私達の研修グループは梅の枝を使用してシルクのスカーフを染めました。出来上がりは薄い茶系の素敵な色合いでした。萩原さんによると梅の花が咲く十日前の枝を使用すると淡いピンク色に染まるそうです。時期によって色の染まり具合を楽しめるそうです。

帰国後、身近にある地元の素材を使って草木染のテストとをしてみました。実家の柿の葉、枝、を使って綿のふきんを染めてみました。結果は薄い黄緑。他にも、アメイシャ、ジャボチカバ、ぶどう、アボカドの種などなどを使用しました。(下記のページに写真のせました)。作業は難しいようで割りと簡単で、誰でもが家のキッチンでできます。どん色に染まるのかと考えるだけでわくわくしてきます。想像をもっとふくらますと地域にある素材をつかって布を染め、スカーフ、衣類、バックなど色んな商品を生産化して地域活性化につなげる可能性もかんがえられます。最近、偶然にこの様な記事をrevistaglamour.globo.com で読みました。[2020年は自然の色がが流行する]...[昔ながらの技術が新たに人類と自然を引き寄せ、将来は織物関係の産業の汚染物質の減少に大きくプラスになる影響を与えるでしょう]と書かれていました。

私がテストしてみた柿の葉、枝の草木染レシピーをシェアします

材料:
木綿のふきん一枚(70g)
染液:柿の葉、枝(350g)、水3リットル
媒染液:みようばん(大さじ1)、湯3リットル

道具:
鍋またはボウル(大)2個
ざる1個
こし布または布ネット
菜ばし
準備:
1染める材料は湯に浸して軽くしぼっておきます。染めムラがなくきれいに仕上ります。
2必要な文量は量ります。
染液をつくる
1鍋または、ボウルに入れ、水を柿の葉、枝がひたひたになるまで加え火にかけます。
2沸騰後は中火にして、20分ゆっくり煮出します。やっと
3熱いうちに広げた布を網にかけこします。
4黄茶色の染液ができます。
5湿らせたふきんをゆっくりと染液に浸し、再び火にかけます。沸騰したら15分ほど煮、火を止めます。
63リットルの湯(60度ぐらい)にみょうばん大さじ1を溶かしふきんを入れ、浮き上がらないように注意しながら20分つけておきます。
7再び柿の染液に戻して火にかけます。沸騰したら火を止めさめるまで置いておきます。
8色がでなくなるまで流水で洗い、よく絞り、布の形を整え、日陰干しにします。
自分の好みによって濃い色が良ければ5と6を繰り返して下さい。
皆さんも、身近な材料で草木染を楽しんでみませんか?

A beleza das cores conforme a matéria prima utilizada

A partir da casca e polpa de Uva violeta

A partir da casca e polpa da Jaboticaba

A partir de galhos e folhas de Caqui

Folhas verde de caqui utilizados no tingimento Kusakizome

Folhas verde de caqui utilizados no tingimento Kusakizome

Sra Haginawa ensinando a Técnica Kusakizome

Nova era, novos desafios

Cecilia Toshie Yamamoto Yamazaki /ADESC - Caucaia do Alto/ Treinamento para a melhoria do valor agregado nos produtos agrícolas e alimentícios (09/2017)

(1) Aprendizagem do curso

Durante o curso, visitei diversas entidades e empreendedores, como a Associação Fujimi de processamento de produtos agrícolas. Nessa visita, percebi como era otimizado o aproveitamento de tudo que era produzido no local, como carnes suínas e cereais. Além disso, aprendi como os produtos da associação eram escoados por meio de parcerias com lojas locais.  

Na Apple Orchard Someya, em Gumma, vivenciei como eram realizadas as vendas diretas com o consumidor, via internet, e como era possível agregar valor comercial às frutas por meio do processamento. Por exemplo, as frutas não vendidas que poderiam estragar eram rapidamente processadas em geleias e produtos desidratados, aumentando assim o valor agregado do produto.

Pão caseiro de batata doce

Colheita de batata doce

Venda de produtos na Apple Orchard Someya


Geleia caseira de tangerina

Plantação de batata doce em Gunma

Produtos da Associação Fujimi

(2) Aplicação do aprendizado

Com o avanço da pandemia da Covid-19, esse aprendizado foi essencial para que a associação conseguisse se adaptar ao novo cenário de venda de produtos.
Em relação ao aproveitamento dos alimentos produzidos e a agregação de valor, iniciamos a produção de geleias de frutas que seriam vendidas em nossas feiras, como o morango e a tangerina, além da fabricação de pães caseiros feitos de batata-doce.

Como os nossos principais eventos de venda presenciais estão suspensos, fechamos uma parceria com o “Lamen the Bowl”, um restaurante localizado em São Paulo e especializado em Lamen.  Preocupados com os pequenos produtores, o restaurante lançou o projeto “Genki” e tem atuado como intermediário na compra e venda de produtos caseiros. Embora, apenas uma parcela de nossos produtos esteja sendo oferecido, estamos conseguindo manter alguns de nossos artigos à venda no mercado.
Por meio de nossas redes de comunicação, percebemos uma crescente demanda por produtos frescos feitos pelas associadas, como sushis e manjus, o que tem estimulado a venda direta com o consumidor por meio de entregas periódicas.

Desse modo, nosso principal desafio no momento é a consolidação do uso das redes sociais, bem como a capacitação das nossas associadas, para que possamos expandir e fortalecer esse novo modelo.

A força das mulheres nas áreas rurais do Japão

Ana Hiromi Sato Okubo/ ACENIBRA/ Curso: Treinamento Promoção de Mulheres (11/2019)

(1) Aprendizagem do curso

Durante o intercâmbio tivemos a oportunidade de visitar diversas áreas rurais, onde grupos de senhoras contribuem para manter a comunidade social e economicamente ativa. Aprendemos suas histórias e ofícios com o contato direto e troca de informações com essas mulheres.

Dentre os lugares que visitamos, todos foram importantes para nossa experiência, saber e agregação de conhecimento.

Por exemplo, na cidade de Yusukawa, o plantio do tomate é a sua atividade principal. O que chama a atenção é o aproveitamento do fruto que seria descartado, assim, criam-se outros produtos que resultam na geração de renda e atividade para o grupo de mulheres daquela localidade.

Conhecemos o grupo de mulheres que trabalham para a revitalização. Segundo a história do grupo, os produtores da região perceberam que estavam tendo 10% de perda por descarte do tomate devida a alguma deformidade ou falta de maturação. Assim o grupo de mulheres, com a liderança da sra. Tsujimoto, desenvolveu produtos através de muitos meses de estudo, trabalho e dedicação. São sete produtos, como molho pra salada, tsukemono de tomate verde (Tomates verdes em conservas), e o mais vendido, o catchup.

É importante notar que o grupo é unido e sempre pensam em valorizar a região, e com isso nos ensinaram também a importância de fazer marketing (contar a história de como surgiu o produto, quem produz, de qual região, participar de eventos, e etc.).

Em Yawatahama, a laranja é o principal produto da região. Lá conhecemos o grupo de mulheres da JA Nishiuwa, no qual fazem parte 600 mulheres divididas em 12 subgrupos.

Trabalham com o aproveitamento total da fruta, desde o suco até a casca, pois a laranja é o sustento da família. Utilizam como suco para molho, para temperar frango, arroz, salada, fazem também geleia e luminárias com a casca, entre outros

Vendo isso, percebemos que temos que valorizar mais o nosso produto e seguir o exemplo das senhoras de Yusukawa e Yawatahama: aproveitamento total, sem desperdício.

O Japan foods export fair, em Makuhari, foi uma feira muito produtiva, onde vimos e degustamos vários produtos, e nesta ocasião pude ver a estande de gelatinas de kanten (ágar-ágar), o qual a embalagem e aspecto extremamente atrativo me chamou a atenção. Pensei em passar a ideia para o meu grupo de senhoras aqui de Juazeiro para que juntas possamos desenvolver um produto usando a uva e manga, nossas frutas da região.







(2) Aplicação do aprendizado

Nesse momento de pandemia, apesar da atividade na área rural estar normal, a nossa Associação, ACENIBRA, está em stand by, mas quando normalizar retomaremos o projeto. Gostaria de agradecer imensamente a Chuo Kaihatsu Corporation e o Ministério da Agricultura, Silvicultura e Pesca do Japão por ter nos dado esta grande oportunidade no qual pudemos ver, ouvir e aprender, e também aumentar nosso círculo de amizade com os japoneses, pessoas de várias regiões do Brasil e da América Latina. Kokoro kara kansha shite orimasu.

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