J-AGRO é um grupo de ex-estagiários do programa do Ministério da Agricultura do Japão para agricultores nikkeis do Brasil, Argentina, Paraguai, Bolivia e Peru que recentemente se incorporou ao programa.
Este site visa compartilhar e divulgar conhecimentos adquiridos durante treinamentos no Japão para trocar ideias entre agricultores nikkeis da América do Sul e o Japão.
Mostrando postagens com marcador Michi-no-Eki. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Michi-no-Eki. Mostrar todas as postagens

O TURISMO COMO FORMA DE PROMOVER A AGRICULTURA.

FÁBIO MAEDA / FAZENDA MAEDA / Curso: Treinamento para formação de líderes Sucessores (10/2016)

(1) Aprendizagem do curso

Tive a felicidade de ser selecionado como bolsista do Ministério da Agricultura Floresta e Pesca do Japão-CKC no ano de 2016. Durante o período em que estive no Japão fomos conhecer diversos locais excepcionais, mas duas visitas me chamaram bastante a atenção. O Kawabata mura Michi-No Eki e o Green Turismo, justamente pela possibilidade de adaptá-los as condições do Brasil. 

O Michi No Eki é uma área de descanso localizado ao longo das estradas nacionais.  É um local de fácil acesso, com paisagens deslumbrantes onde você pode encontrar produtos locais, lembranças, alimentação, e informações turísticas regionais.

Possuem banheiros e estacionamentos gratuitos. Atualmente existem mais de 1000 Michi-No- Eki no Japão.

O Green Turismo a grosso modo seria o equivalente ao nosso turismo rural. Tem por objetivo permitir a todos, um contato com a natureza, a agricultura e as tradições locais, através da hospedagem e alimentação.

Percebi durante a visita ao Japão que o ponto em comum entre essas duas atividades era a união entre a agricultura e o turismo.
Michi-No Eki
Michi-No Eki


Kawabata mura
Kawabata mura

Kawabata mura


(2) Aplicação do aprendizado

 Em Promissão nós não temos paisagens deslumbrantes como as do Japão, mas nós temos a história da Colonização japonesa. A região noroeste do Estado de São Paulo foi a primeira a ser colonizada pelos imigrantes japoneses no Brasil. Temos a praça Dr. Shuhei Uetsuka, onde durante o período da colonização os imigrantes japoneses se reuniam para esquecer a saudade da sua terra natal. Ademais, é o mesmo local onde se localizam os monumentos dos 10, 25, 50 e 100 anos da Colonização Japonesa em Promissão.

No ano de 2018 tive a satisfação de ser eleito o Presidente das “Comemorações dos 110 anos da Imigração Japonesa no Brasil e 100 anos da Colonização Japonesa em Promissão”. Nesse ano de 2018 tivemos a honra e a felicidade de receber A Sua Alteza Imperial A Princesa Mako em Promissão, em que a mesma inaugurou o Marco dos 100 anos da Colonização Japonesa em Promissão e que atrai muitos turistas a praça.

No ano passado já como Presidente da Associação Cultural e Esportiva Nipo Brasileira de Promissão realizamos o I Tooro Nagashi em Promissão da região noroeste do Estado de São Paulo onde atraímos uma grande quantidade de turistas que queriam prestar uma homenagem aos seus antepassados e conhecer as lanternas japonesas,

A ideia seria a de nos próximos anos realizarmos através da Associação Cultural e Esportiva Nipo Brasileira de Promissão um “Roteiro da Colonização Japonesa em Promissão”, criando o Michi-No-Eki e o Green Turismo. O Michi-No-Eki teria como local a praça Dr. Shuhei Uetsuka. Essa praça localiza-se na Via de Acesso a cidade de Promissão, a 1 km da importante Rodovia Marechal Rondon que cruza toda a região noroeste do Estado de São Paulo e liga o interior a capital do Estado. O Green Turismo seria instituído através de um convite realizado pela associação Nipo Brasileira aos agricultores da época da colonização Japonesa em Promissão e a outros agricultores que se interessarem. Os agricultores poderiam levar os turistas a uma experiência da época da colonização japonesa, seja através de visitas as construções da época, suas plantações, podendo também explorar a gastronomia local.
Creio que dessa forma estaríamos unindo o turismo a agricultura, com a possibilidade de fortalecimento dos agricultores através da exploração do turismo na região.

Visita da Princesa Mako em Promissão
Tooro Nagashi




Nova era, novos desafios

Cecilia Toshie Yamamoto Yamazaki /ADESC - Caucaia do Alto/ Treinamento para a melhoria do valor agregado nos produtos agrícolas e alimentícios (09/2017)

(1) Aprendizagem do curso

Durante o curso, visitei diversas entidades e empreendedores, como a Associação Fujimi de processamento de produtos agrícolas. Nessa visita, percebi como era otimizado o aproveitamento de tudo que era produzido no local, como carnes suínas e cereais. Além disso, aprendi como os produtos da associação eram escoados por meio de parcerias com lojas locais.  

Na Apple Orchard Someya, em Gumma, vivenciei como eram realizadas as vendas diretas com o consumidor, via internet, e como era possível agregar valor comercial às frutas por meio do processamento. Por exemplo, as frutas não vendidas que poderiam estragar eram rapidamente processadas em geleias e produtos desidratados, aumentando assim o valor agregado do produto.

Pão caseiro de batata doce

Colheita de batata doce

Venda de produtos na Apple Orchard Someya


Geleia caseira de tangerina

Plantação de batata doce em Gunma

Produtos da Associação Fujimi

(2) Aplicação do aprendizado

Com o avanço da pandemia da Covid-19, esse aprendizado foi essencial para que a associação conseguisse se adaptar ao novo cenário de venda de produtos.
Em relação ao aproveitamento dos alimentos produzidos e a agregação de valor, iniciamos a produção de geleias de frutas que seriam vendidas em nossas feiras, como o morango e a tangerina, além da fabricação de pães caseiros feitos de batata-doce.

Como os nossos principais eventos de venda presenciais estão suspensos, fechamos uma parceria com o “Lamen the Bowl”, um restaurante localizado em São Paulo e especializado em Lamen.  Preocupados com os pequenos produtores, o restaurante lançou o projeto “Genki” e tem atuado como intermediário na compra e venda de produtos caseiros. Embora, apenas uma parcela de nossos produtos esteja sendo oferecido, estamos conseguindo manter alguns de nossos artigos à venda no mercado.
Por meio de nossas redes de comunicação, percebemos uma crescente demanda por produtos frescos feitos pelas associadas, como sushis e manjus, o que tem estimulado a venda direta com o consumidor por meio de entregas periódicas.

Desse modo, nosso principal desafio no momento é a consolidação do uso das redes sociais, bem como a capacitação das nossas associadas, para que possamos expandir e fortalecer esse novo modelo.

A importância do canal de distribuição na atividade agrícola para produtos hortifrutigranjeiros.

Sergio Kenji Kakimoto / APROBARE / Curso: Venda direta (10/2018)

    Os canais de distribuição podem ocorrer por via direta, onde o produtor leva diretamente ao consumidor final. Também podem ser por via indireta curto, onde temos o varejista e por fim um canal pode ser indireto longo, representados pelos atacadistas e varejista.
Recentemente, em outubro de 2018, fizemos treinamento pela CKC no Japão abordando vendas diretas. Foram vários modelos de organização para promoção de marketing apresentados, desde cadeia produtiva dos hortifrutigranjeiros a produção artesanal de produtos processados, turismo rural, na qual cito a seguir.

(1) Aprendizagem do curso
Visitamos um ponto de venda chamado de Fusano Eki em chiba esses locais são conhecidos como MICHINOEKI. Neste caso, a organização é privada, porém promovem produtos locais agrícolas bem como produtos artesanais feitos com produtos locais. A empresa possui lojas em Tókio que dispõem aos seus clientes os produtos produzidos em chiba. Recordo dos doces maravilhosos que eram feitos com amendoim, mel, sorvete de ovo. 
 
A cooperativa JA tem ramificação por todo território japonês, mantem abastecidos o mercado. A JÁ mantém Michinoeki perto de rodovia de grande fluxo, onde produtores abastecem diariamente produtos frescos. Onde cada produtor coloca seus preços, etiquetam e abastecem as gondolas. 
A venda mais direta é a colheita realizada pelos próprios clientes. Colhe e pague, vimos os pomares de maçã, morango, uva, laranja. 

Fomos conhecer a cocco-farm, uma granja de ovos em que o proprietário teve uma brilhante ideia em construir uma loja para venda direta de ovos. Começou com ovos, depois foi agregando valores. Hoje tem uma imensa estrutura de vendas de todos os produtos agrícolas, fresca e processados, abatem as galinhas e vendem já preparados, possui restaurante que servem produtos como ovos, galinha, etc. muito interessante pois promovem cursos de culinária, desenvolvem atividade para crianças. 





(2) Aplicação do aprendizado
Diante todo esse aprendizado, necessitamos colocar em prática, uma vez que a pandemia provocada por um vírus mudou toda configuração de um mercado, prestigiando aqueles que vendem diretamente ao consumidor final.
A proposta é iniciar com um ponto de venda na granja Kakimoto na rodovia raposo Tavares 142. Depois realizar integração de venda de produtos com outras regiões. 

Quero muito fortalecer a idéia do Michi-No-Eki aqui no Brasil.

Mônica Ishikawa Virgolino / ACENIBRA – Associação Cultural e Esportiva Nipo-Brasileira, AMV – Serviços e Consultoria Ltda / Curso: Agronegócios-Aproveitamento máximo(09/2019)

    Tive o privilégio de ter sido uma das selecionadas para participar de um programa de intercâmbio no Japão em 2019, pela CKC, patrocinado pelo Ministério da Agricultura do Japão. O grupo foi selecionado com muito rigor e isso nos proporcionou uma incrível experiência com pessoas mais incríveis ainda.

(1) Aprendizagem do curso
A agregação de valor à produtos agrícolas como a uva com a produção de vinho pela Vinícola Tomoé, com a produção de produtos premiados internacionalmente;

Conhecer o administrador do Michi-No-Eki, que com muito respeito e orgulho dos produtores nos explicou que recusou a oferta do “prefeito” de pagar pelos serviços administrativos para ser remunerado diretamente através de um percentual de venda dos produtos comercializados, além do restaurante aproveitando todos os produtos fornecidos pelos produtores, o que nos demonstrou a importância ds força do associativismo e da necessidade do incentivo e preparo do processo sucessório.


(2) Aplicação do aprendizado
A maior lição que trouxe na bagagem pode até parecer clichê, mas de fato a união faz a força! O trabalho em conjunto pode ser gratificante e ainda ser remunerado por isso, quero muito fortalecer a idéia do Michi-No-Eki aqui no Brasil, idéia essa que foi comentada por uma participante de anos anteriores, a Harue Ariga e que a vibração dela me motivou a querer participar também do curso no Japão e por mais que eu conte tudinho em detalhes para você nada vai substituir a experiência de ir lá pessoalmente conferir.

Translation

País

Produtos

Pesquisar

Facebook

Copyright © J-AGRO
Design by Viva Themes | Blogger Theme by NewBloggerThemes.com